Curso de costura, da Sicredi e parceiros, profissionaliza mulheres de Paranavaí

  O Programa Vestindo Minha Família foi lançado oficialmente na tarde desta quarta-feira (11), pela Sicredi União PR/SP, em parceria com a Associação das Senhoras de Rotarianos e o Rotary Club de Paranavaí Arenito. O evento foi realizado na sede do Rotary, e reuniu cerca de 50 pessoas, entre representantes das instituições organizadoras e participantes.

Durante a cerimônia, a presidente do Rotary Club de Paranavaí Arenito, Laurita Cezar de Andrade Ribeiro, explicou que o trabalho é realizado desde 2002 e atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, previamente selecionadas pela associação. “É uma iniciativa muito gratificante por promover a inclusão social e, com o suporte da instituição financeira cooperativa, o curso ficará ainda mais completo”.

A presidente da Associação das Senhoras de Rotarianos, Nailda Michelette Pierin, ressalta que, a partir deste ano, o curso gratuito de confecção (corte e costura), que tem duração de cinco meses (280 horas), também passará a oferecer capacitação em cooperativismo, educação financeira, empreendedorismo e moda graças à parceria com a Sicredi União. “As alunas se tornarão muito mais preparadas para o mercado de trabalho e até mesmo para iniciarem o próprio negócio ”.

O gerente regional de desenvolvimento da Sicredi, Sérgio Gentilin, reforça que a ideia é ampliar o campo de conhecimento das alunas, em cumprimento ao quinto princípio do cooperativismo, que diz respeito à “educação, formação e informação”. “Além de agregar mais conhecimento ao curso, vamos disponibilizar linhas de microcrédito facilitadas, com o respaldo da Noroeste Garantias, para que essas mulheres consigam comprar máquina de costura para trabalhar”.

Uma das alunas, que integra a turma iniciada em março deste ano, é a Maria Trevisan. Animada com a ideia de ter uma profissão, ela pretende adquirir mais prática costurando para a família e, mais para frente, planeja costurar à trabalho.

Para Lizie Charléus, que também é aluna, o curso traz expectativa de mudança de vida. É que ela está desempregada há quase três anos por falta de capacitação. “Estou gostando muito de costurar. Quando eu terminar o curso vou preparar meu currículo e procurar emprego como costureira. Tenho certeza de que com esse aprendizado eu vou conseguir”, afirma esperançosa.

Com uma turma de 15 alunas, a professora de corte e costura, Érica Cristina Pio Bortolozo, informa que ensina o manuseio de máquina reta, overlock e galoneira. Depois, as participantes aprendem a desenvolver peças, desde o desenho e corte até a costura. “Consigo ver a felicidade no olhar das alunas porque elas percebem que são capazes de fazer roupas. Muitas nunca imaginaram costurar na vida. Me sinto muito útil cumprindo essa função”.

As alunas frequentam as aulas no período da tarde (terça, quarta e quinta-feira), e produzem roupas para suas famílias e para a comunidade circunvizinha. Ao final do curso, um desfile é organizado para a apresentação das roupas que elas desenvolveram. Na ocasião também é feita a entrega de certificados de conclusão.