Dia Mundial sem Tabaco: médico da Unimed Maringá dá sugestão para parar de fumar

Os produtos de tabaco matam dois em cada três consumidores e afetam também a saúde de quem não fuma, mas inala a fumaça, são os fumantes passivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo continua sendo a maior ameaça à saúde pública que o mundo já enfrentou, além de gerar grandes gastos para as nações, tanto pelos custos elevados de atenção à saúde, como pela perda de produtividade no trabalho.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência química que mata cerca de seis milhões de pessoas por ano. Esse número pode chegar a oito milhões a partir de 2030. Segundo a OMS, só de fumantes passivos cerca de 600 mil pessoas morrem todos os anos no mundo, dos quais 165 mil são crianças menores de cinco anos. Para conscientizar a população sobre esta realidade, o dia 31 de maio foi instituído como o Dia Mundial sem Tabaco.

Segundo o médico da família da Unimed Maringá, Fábio Lopes, qualquer método para parar de fumar é válido, mas a forma para alcançar o sucesso pode variar de paciente para paciente, conforme a personalidade e confiança. “Para um paciente que está extremamente motivado e confiante em parar, é preferível tentar a parada imediata do fumo. Já os pacientes ansiosos e/ou pouco confiantes no sucesso devem tentar uma redução gradual”, explica.

Para quem quer parar de fumar sozinho, existem duas formas:

·                    Parada imediata: deve ser sempre a primeira opção. Escolhe a data e, nesse dia, deixa de fumar

·                    Parada gradual: (pode-se utilizar esse método de duas formas):

– Reduzindo o número. Para isso, é só contar o número de cigarros fumados por dia e passar a fumar um número menor

– Adiando a hora em que começa a fumar o primeiro cigarro do dia. Vai adiando o primeiro cigarro por um número de horas predeterminado a cada dia até chegar o dia em que não fumará nenhum cigarro.

Porém, é importante lembrar que quem escolhe a parada gradual, não deve gastar mais que duas semanas no processo e se mesmo depois de ter seguido essas orientações a pessoa não tiver conseguido parar de fumar sozinho, o ideal é procurar um profissional de saúde.