ACIM e Codem recebem Ana Lúcia Rodrigues, candidata à reitora da UEM

As três chapas que concorrem à reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) apresentarão suas propostas na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), que receberá os candidatos em parceria com o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem). A primeira chapa a se apresentar, na última segunda-feira (dia 16), foi a das professoras Ana Lúcia Rodrigues e Lilian Mai, que concorrem pela chapa um.

Ana Lúcia contou que é professora da universidade há 30 anos no departamento de Ciências Sociais, tem doutorado em Sociologia e pós-doutorado em Urbanismo. Ela integra o Observatório das Metrópoles, que compõe uma rede nacional de pesquisas. Já Lilian é docente de Enfermagem na residência de urgência e emergência e no Hospital Universitário. Em sua explanação, Ana Lúcia criticou “o isolamento da universidade em relação à comunidade local e regional e em relação às forças políticas. Temos uma universidade com seis campus regionais, com forças políticas que não são acionadas. A UEM pecou profundamente por não implantar e dar posse ao Con selho de Integração Universidade-comunidade, que é estatutário e tem participação de membros da ACIM, Ministério Público, entre outros órgãos. É um conselho extraordinário, virtuoso, em que as pessoas vão tratar as demandas da universidade”.

Na opinião dela outros três conselhos (Administração, Universitário e o de ensino e pesquisa) com participação da comunidade precisam ser valorizados.

A candidata também criticou a paralisação de obras. “A universidade tem mais de 50 blocos com obras paralisadas, alguns por decisões da gestão. Na nossa opinião foi uma decisão equivocada, porque algumas obras não precisavam ser paralisadas. São mais de 10 mil metros de obras que foram jogadas na vala comum, porque a gestão julgou que ninguém era confiável. Recursos enviados por secretarias de estado, Ministério do Esporte ficaram parados e sem ser executados”.

Em relação ao Hospital Universitário, Lilian defendeu o ‘incremento da estrutura. O HU é referência em média e alta complexidade e precisa de investimento. Um leito hospitalar demanda estrutura de apoio, como cozinha e lavanderia. Precisamos também fortalecer os espaços de discussão das políticas públicas de saúde, como os conselhos municipais”.

Por fim, Ana Lúcia afirmou que a universidade pode contribuir muito com o planejamento econômico da região. “Defendemos aquilo que vocês defendem e fazem que é um processo de participação ampla que defende a sociedade”.

As outras duas chapas que concorrem à reitoria da UEM apresentarão as propostas na ACIM. No dia 23 de julho será a vez da chapa 3, formada por Julio César Damasceno e Ricardo Dias Silva e no dia 30 será a chapa 2, de Roberto Nakamura Cuman e Leandro Vanalla. A eleição será em 21 de agosto.