Equipe maringaense de goalball recebe acompanhamento de psicólogos do esporte

Em ano de Copa do Mundo, o debate sobre a saúde mental dos atletas volta a ser discutido, afinal, o desempenho de um jogador ou de uma equipe é resultado não só da condição física, treino e talento, mas também da somatória de fatores que influenciam a saúde emocional.

Para lidar melhor com as questões emocionais, o time maringaense de goalball, que tem patrocínio da Unimed Maringá, tem recebido acompanhamento de profissionais da psicologia do esporte, são professores e alunos de uma instituição de ensino superior. O trabalho é coordenado pelo professor Leonardo Pestillo de Oliveira.  “O lado emocional é, muitas vezes, o guia dos nossos atos, afinal somos corpo e mente, uma coisa só, por isso é importante o atleta estar bem entrosado com a equipe, com o técnico e com a arbitragem, mas sobretudo é fundamental que esteja bem com ele próprio”, diz.

De acordo com o atleta e coordenador da equipe, Ricardo Alexandre Vieira, o acompanhamento tem contribuído muito para o desempenho da equipe. “Algumas situações nos jogos nos deixam nervosos e ansiosos, por isso, esse apoio tem sido importante. Temos trabalhado a autoestima e também aprendido a lidar melhor tanto com as vitórias como com as derrotas”, destaca.

O goalball é um jogo em que os atletas cegos ou com baixa visão têm que arremessar a bola com o intuito de fazer gol no time adversário. Os jogadores usam óculos especial para igualar o nível de visão. A ideia é que os que têm baixa visão fiquem sem enxergar nada para competir de igual para igual com os jogadores cegos. A quadra tem o mesmo tamanho da quadra de vôlei e a bola é semelhante a de basquete, mas com um guizo que faz barulho conforme os movimentos, para ajudar os jogadores a encontrá-la durante a partida.