Na ACIM, Flávio Mantovani defende maior representatividade de Maringá na Assembleia

Candidato a deputado estadual, o vereador Flávio Mantovani (PPS) esteve na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) na última segunda-feira (dia 20) para apresentar seus projetos. Ele foi o sétimo candidato que concorre a cargo nestas eleições a passar pela ACIM.

Mantovani reforçou que é um defensor das causas animais, que impactam o comércio e o dia a dia da população. Ele citou que desde que foi criada a política de causa animal, mais de 20 empresas de pet shops foram abertas na cidade. Também é de autoria dele a lei que proíbe carroças de tração animal na área urbana de Maringá. “A lei não está proibindo apenas carroças, mas o trabalho do pai de família que ganha R$ 500 e não gera renda para a própria família nem imposto. Também não podem trabalhar em carroças crianças, que ficariam expostas à violência e à prostituição”.

Ele ressaltou alguns dos projetos de autoria dele aprovados em Maringá, como a lei dos parklets, que são espaços de convivência instalados por empresas em vagas de estacionamento público, e também a lei que obriga a instalação de redutores de ar na rede da Sanepar. “Tem gente pagando até 50% menos de tarifa de água por causa disso”. Também destacou a lei que torna obrigatória a disponibilização de boletim escolar online e o retorno da Patrulha do Som.

O candidato defendeu a maior representatividade de Maringá na Assembleia Legislativa. “Maringá teve ausência de deputados estaduais em vários momentos, como no início de 2013, quando a água da cidade foi considerada imprópria para consumo. Ninguém da área estadual defendeu a população. O mesmo aconteceu no início de 2016, quando os moradores ficaram mais de dez dias sem água”, disse ele, em menção à falta de água por causa de danos nos equipamentos das estações de captação e tratamento. “A representatividade de Maringá é muito importante. Precisamos de um deputado que saiba o que a comunidade precisa e que está junto com entidades como ACIM e o Consel ho Comunitário de Segurança (Conseg)”.

Mantovani também criticou a distribuição de recursos na área da segurança conforme critérios políticos e não técnicos, citando a distribuição de viaturas conforme solicitações dos deputados e não de acordo com a necessidade de cada município. “Meus projetos de lei são redigidos com ajuda de especialistas. Quando é um tema na área de segurança, por exemplo, falo com o presidente do Conseg, coronel Rodrigues. São as pessoas que entendem do assunto que dão a palavra final”.

Questionado, o candidato disse ser favorável ao ICMS diferenciado de combustível para atrair companhias aéreas e defendeu que estudantes de outras cidades que venham estudar na Universidade Estadual de Maringá “prestem pelo menos um pouco de serviço na cidade”, em retribuição ao estudo que tiveram acesso.

Além de Mantovani, a ACIM recebeu os seguintes pré-candidatos: a deputada estadual Malu Viel (PSL), deputado federal Roberto Francischini (Novo) e Tiago Martines (Novo), ao Senado Oriovisto Guimarães (Podemos), presidente da República Geraldo Alckimin (PSDB) e a governador do Paraná Ratinho Junior (PSD).

Os candidatos que quiserem apresentar propostas e plataformas de governo na ACIM deverão seguir o regulamento aprovado pela diretoria, garantindo o mesmo tempo de exposição de projetos. Quem concorrer ao cargo de presidente da República terá 40 minutos de apresentação de propostas e outros 20 minutos para responder aos questionamentos da plateia. No caso dos pleiteantes a governador do Paraná e senador, serão 30 minutos de exposição e 20 minutos de respostas a perguntas. Já os candidatos a deputado federal e estadual terão 15 minutos de exposição de projetos e 10 minutos para esclarecer dúvidas. Não é permitida a exibição de faixas e banner, mas está libe rada a distribuição de material de campanha ao final da apresentação. Durante a visita de um candidato não será permitido que um postulante ao mesmo cargo esteja presente, apenas até dois assessores.