ACIM recebe candidatos a deputado Roosevelt Mauricio e Homero Marchese

Os candidatos a deputado federal Roosevelt Mauricio (DEM) e a deputado estadual Homero Marchese (Pros) apresentaram suas propostas para diretores da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) na última segunda-feira (dia 10).

Advogado, Maurício é professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) há quase 30 anos e tem um escritório de advocacia, onde, segundo ele, já passaram mais de 15 mil pessoas em 30 anos. O candidato defendeu a formação de novas lideranças políticas. “Quero defender a bandeira da educação e do direito tributário”, declarou.

Maurício disse que é contrário à “privatização total do Brasil”, mas considera que algumas estatais possam ser privatizadas. Ele defende que como o petróleo é estratégico, a Petrobras não deve entrar no rol de privatizações. “Vamos perder nossa soberania”. Também disse ser contrário às cotas raciais nas universidades públicas. “Se não lutasse muito, não teria chegado onde estou. Meu pai tinha um ditado que dizia para estudarmos e vencermos, porque ninguém rouba nosso estudo. No momento que crio uma cota, estou criando uma vantagem para alguém”.

O candidato também afirmou que em relação à reforma tributária, tem que haver uma atualização dos valores do Imposto de Renda e um melhor escalonamento das alíquotas. Questionado sobre a intervenção federal na segurança pública, como a do Rio de Janeiro, ele respondeu que “infelizmente no momento em que a segurança foi contaminada pela corrupção, isso requer ações mais contundentes como a intervenção”.

Na sequência foi a vez do candidato Homero Marchese apresentar sua plataforma eleitoral. Também formado em Direito, Marchese é vereador. “Precisamos fazer diferente. É preciso fazer as reformas da previdência e a tributária, porque não vai demorar para as pessoas entenderem que não vale a pena empreender, com tantos impostos. Temos que fazer a reforma política para darmos possibilidade de gente honesta entrar. É preciso permitir candidatura avulsa, campanhas mais baratas e instituir o voto distrital, para que os eleitores possam acompanhar de forma mais próxima os eleitos”.

Marchese lembrou algumas leis de autoria dele aprovadas na Câmara Municipal, como a que obriga a publicação do estoque de medicamentos em postos de saúde, e reforçou iniciativas dele em relação à fiscalização do poder executivo local. Se eleito, o candidato quer aumentar os investimentos em educação e defendeu a escola sem partido. “Gastamos mais com ensino superior do que o ensino de base. Essa equação tem que ser invertida. Parece que falta gestão nas escolas estaduais”.

Sobre as universidades públicas estaduais, Marchese defendeu a cobrança de valores de alunos que podem pagar. “Sou simpático a proposta de que quem pode, deve pagar. Não dá para dividir essa conta com toda a sociedade. Hoje quem não tem dinheiro, paga universidade privada por meio de Fies. É preciso cobrar de quem tem condição de pagar”.

Sobre o pedágio, o candidato explicou que uma lei não permite a renovação dos contratos no Paraná e que é preciso pensar um “modelo totalmente diferente. Esses contratos foram feitos em uma época em que era preciso garantir retornos maiores para os investidores. Hoje a situação do Brasil mudou”.

Com a participação de Maurício e Marchese, a ACIM recebeu dez candidatos que pleiteiam cargos públicos nesta eleição. Já estiveram na entidade os candidatos a deputados estaduais Malu Viel (PSL), Flávio Mantovani (PPS), Ricardo Maia (Podemos), a deputado federal Roberto Francischini (Novo) e Tiago Martines (Novo), ao Senado Oriovisto Guimarães (Podemos), a presidente da República Geraldo Alckimin (PSDB) e o candidato a governador do Paraná Ratinho Junior (PSD).

Os candidatos que quiserem apresentar propostas e plataformas eleitorais na ACIM devem seguir o regulamento, garantindo o mesmo tempo de exposição de projetos. Quem concorre ao cargo de presidente da República terá 40 minutos de apresentação de propostas e outros 20 minutos para responder aos questionamentos da plateia. No caso dos pleiteantes a governador do Paraná e senador, serão 30 minutos de exposição e 20 minutos de respostas a perguntas. Já os candidatos a deputado federal e estadual terão 15 minutos de exposição de projetos e 10 minutos para esclarecer dúvidas.