Candidatos a deputado, Tiago Amaral e Edmar Arruda apresentam propostas na ACIM

Dando continuidade à recepção de candidatos que disputam cargo público nas eleições deste ano, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) recebeu na última segunda-feira (dia 17) o candidato a deputado estadual Tiago Amaral (PSB) e o candidato a deputado federal Edmar Arruda (PSD). Com isso, 12 candidatos já estiveram na entidade apresentando propostas eleitorais.

Advogado e em seu primeiro mandato como deputado estadual, Amaral destacou que pretende trabalhar pelo desenvolvimento regional, por meio de planejamento das potencialidades microrregionais. Ele reforçou que o Brasil vive um complexo momento político, o que dificulta fazer campanha eleitoral pela rejeição da população a debates e apresentação de propostas. Amaral destacou que seu slogan de trabalho é inovação, integração e resultados.

Ele reforçou a importância do planejamento integrado dos municípios. “A região de Maringá, com exceção de Maringá, está empobrecida. As regiões que não repensarem o planejamento integrado, estão fadadas à diminuição de habitantes e a uma trava no desenvolvimento. A região de Ponta Grossa está gerando receita para alimentar uma família em um alqueire e meio de terra, e na região de Maringá um produtor com essa mesma área está quebrado. Está faltando planejamento integrado das potencialidades do agronegócio”, destacou.

Ele também defendeu a desburocratização. “Todos os políticos falam disso, mas ninguém dá o caminho. No Paraná há quase 20 mil leis. Queremos revogar 4,3 mil leis desnecessárias até o final do ano”.

O candidato também defendeu a implantação de mais colégios militares no Paraná. Hoje são dois: um em Curitiba e outro em Londrina, que funciona desde fevereiro. Para isso, ele diz que policiais da reserva, assim como acontece no colégio de Londrina, poderão ajudar. “É uma forma de não tirar policiais da ativa do trabalho de rua”.

Amaral foi questionado sobre as tarifas de pedágio e defendeu um novo modelo. “Ainda não há uma fórmula fechada”, disse. E se comprometeu a ajudar a encontrar uma solução para que o Porto Seco de Maringá ganhe mais competitividade.

Em sua explanação o candidato Edmar Arruda destacou que participa de várias comissões da Câmara Federal, como a de Finanças e Tributação e a de Constituição e Justiça. Também integra a frente parlamentar evangélica e uma comissão especial formada por coordenadores de partidos para apresentação de contas da Receita Federal e do Tesouro Nacional. “Conheço por dentro a administração do país como um todo”, destacou.

Ele afirmou que “infelizmente temos uma cultura no Brasil de eleger jogador de futebol, palhaço, cantor gospel. Precisamos eleger quem tem competência para ser deputado. Hoje 40% dos deputados são populistas que não votam as reformas necessárias para o país, porque isso vai contra seus eleitores. Cada estado não pode ter menos que oito deputados e mais que 70. Não acontece nada no país sem a participação dos deputados do nordeste”, destacou.

Arruda defendeu também um novo pacto federativo na reforma tributária, com mais autonomia para os estados. “Precisamos reduzir a carga tributária sobre consumo, que em alguns itens chega a 54%. Isso sacrifica quem ganha menos”. O deputado destacou ainda que 98% do orçamento de mais de R$ 1 trilhão do Brasil está comprometido com despesas obrigatórias. “Aprovamos a lei do teto de gasto que de certa forma engessou a União com o orçamento. A tarefa para o próximo mandato é árdua para equilibrar as contas e diminuir o tamanho do Estado. Defendo que o Congresso e o Senado tenha dois terços dos deputados e senadores, mas esta é uma medida que só acontecerá se houver pressão p opular”.

O candidato destacou a importância da economia voltar a crescer para empregar os mais de 14 milhões de brasileiros que estão desempregados. “Se paga tanto imposto que vivemos no Brasil uma verdadeira pejotização para burlar o sistema”.

Questionado, Arruda falou que é favorável ao fundo partidário, e que a campanha dele recebeu pouco mais de R$ 1 milhão. “O fundo eleitoral representa R$ 4 por ano para cada brasileiro. É melhor do que ser financiado por empresas”. Também ressaltou que é favorável às privatizações, com exceção da Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil e que é contra a intervenção federal. “Você acha que quando acabar a intervenção no Rio de Janeiro vai acabar a criminalidade? A segurança pública é um assunto complexo, que passa por estados e municí ; ;pios. O Brasil precisa desfavelar as cidades de médio porte e trazer as crianças para dentro das escolas. Não adianta armar todo mundo. Precisamos de inteligência nas policias e a maior participação dos estados para amenizar os problemas de segurança”, defendeu.

Nas últimas semanas a ACIM recebeu os seguintes candidatos: a deputados estaduais Malu Viel (PSL), Flávio Mantovani (PPS), Ricardo Maia (Podemos) e Homero Marches (Pros), a deputado federal Roberto Francischini (Novo), Tiago Martines (Novo), Roosevelt Maurício (DEM), ao Senado Oriovisto Guimarães (Podemos), a presidente da República Geraldo Alckimin (PSDB) e o candidato a governador do Paraná Ratinho Junior (PSD).

Os candidatos que quiserem apresentar propostas e plataformas eleitorais na ACIM devem seguir o regulamento, garantindo o mesmo tempo de exposição de projetos. Quem concorre ao cargo de presidente da República terá 40 minutos de apresentação de propostas e outros 20 minutos para responder aos questionamentos da plateia. No caso dos pleiteantes a governador do Paraná e senador, serão 30 minutos de exposição e 20 minutos de respostas a perguntas. Já os candidatos a deputado federal e estadual terão 15 minutos de exposição de projetos e 10 minutos para esclarecer dúvidas.