Especialista dá dicas para identificar depressão e ajudar colegas de trabalho que têm a doença

O projeto ‘Café e Conhecimento’ da Unimed Maringá, promoveu na manhã desta quarta-feira (26), no Espaço Bem Viver da cooperativa, a palestra ‘Ansiedade e Depressão’, ministrada pela psicóloga Larissa Garcia. O evento reuniu gestores de Recursos Humanos e representantes de empresas clientes da cooperativa. A iniciativa tem o objetivo de estimular a reflexão sobre saúde emocional e mental, contribuindo com o ‘Setembro Amarelo’, que visa à prevenção ao suicídio.

A psicóloga abriu a palestra com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta que a depressão é uma enfermidade que afeta cerca de 340 milhões de pessoas e causa 850 mil suicídios por ano em todo o mundo. Somente no Brasil, são cerca de 13 milhões de pessoas com depressão. Atualmente, a doença é a quinta maior em questão de saúde pública, sendo que até 2020 deverá ocupar o segundo lugar.

“A pessoa adoecida emocionalmente acaba sendo menos produtiva no trabalho, por isso, é um assunto que envolve as empresas”, reforça Larissa. Para identificar o indivíduo que apresenta quadro de estresse, ansiedade e depressão no ambiente corporativo, ela comentou que é preciso observar características como diminuição do desempenh
o e do engajamento, falhas constantes, pessimismo, apatia, falta de concentração, medos irracionais, esgotamento ou frequente cansaço físico e mental.

Esse quadro, segundo a psicóloga, pode decorrer tanto de problemas pessoais, seja em relacionamentos e/ou estilo de vida não saudável, quanto por condições de trabalho estressante ou dificuldade de se adaptar às atribuições de determinado cargo. “Há características de personalidades que também favorecem o estresse e a ansiedade, como dedicação excessiva ao trabalho, perfeccionismo, competitividade hostil, insegurança e busca desenfreada por obter performance com menos tempo”.

A profissional alertou para a importância de não confundir depressão e tristeza. É que a doença provoca um estado de desânimo e sofrimento emocional, gerando um vazio profundo na alma. Inclusive, a pessoa perde o prazer de atividades que gostava e passa a ter pensamentos desordenados, negativos e, por vezes, até perigosos. “Sem dúvida, é um dos transtornos mentais mais incapacitantes”, explicou.

Além da busca por tratamento, a psicóloga citou atitudes que podem ajudar na busca pelo equilíbrio, como evitar as situações que causam o estresse, se não for possível aprender a lidar com elas. Também é importante estabelecer prioridades, separar tempo de descanso, planejar e organizar as atividades do dia a dia, conhecer a si mesmo e expressar sentimentos de forma aberta e respeitosa.

“As empresas podem contribuir com esse processo ao ter a prática de prestar feedback positivo aos colaboradores, em vez de apenas cobrar resultados. À liderança autoritarista também é preciso esclarecer que gerar medo só provoca perda de produtividade, não ganhos. Portanto, o certo é motivar a equipe”, orientou.

Para a presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Elaine Rosely Lepri, que assistiu à palestra, a Unimed Maringá está de parabéns porque o assunto é realmente sério e precisa ser abordado junto às empresas. “Enquanto a psicóloga falava fui identificando sinais na nossa equipe, estou até pensando em promover palestras lá também. É muito proveitoso”, afirmou.

O coordenador de Relacionamento Empresarial, Ricardo Chatalov, informou que iniciativas como essas são realizadas várias vezes por ano, por isso, a importância de os clientes ficarem atentos aos convites. “Esta é uma forma de cuidarmos dos nossos beneficiários”, destacou Chatalov, ao comentar que a Unimed trabalha com foco em saúde preventiva porque é a melhor maneira que alcançar resultados efetivos.