No Dia do Coração, médico destaca prevenção e sintomas de doenças

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil. São aproximadamente 900 mortes por dia ou 350 mil por ano. É como se todos os dias cinco ou seis aviões Boeing 737-700 caíssem matando todos os passageiros.

    A comparação é do cardiologista Abdol Hakim Assef, para ilustrar a importância da prevenção. Ele reforça que 80% dessas mortes poderiam ser evitadas. “Infelizmente as pessoas não estão se cuidando”, conta o médico cooperado da Unimed Maringá. Para reforçar a importância dos cuidados cardiológicos, o dia 29 de setembro foi escolhido o Dia Mundial do Coração.

    No consultório de Assef, diariamente aparecem pacientes se queixando de sintomas relacionados ao estresse, hipertensão arterial (pressão alta) e colesterol alto. Entre esses pacientes há pessoas cada vez mais jovens: a estimativa é que 7% das pessoas com hipertensão arterial tenham menos que 25 anos. “O padrão de vid a imposto pelos novos tempos tem submetido precocemente o organismo à ação dos principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares”, pontua. Ele reforça que um terço dos brasileiros tem hipertensão, mas deste grupo, apenas metade sabe que tem a doença e um número ainda menor, de 11 a 15% faz o controle adequado.

    De acordo com o médico, quanto mais fatores de risco o paciente apresentar, mais chance terá de ter doenças cardiológicas. Os principais fatores são diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, vida sedentária, estresse alto, excesso de consumo de álcool, história familiar de doenças cardíacas e idade avançada.

Infarto e AVC

    No mundo, as duas doenças cardiovasculares que mais matam são o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC). O infarto do miocárdio ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue decorrente da obstrução, por placas de gordura das artérias que irrigam o coração. J&a acut e; o AVC pode ocorrer basicamente por dois motivos: obstrução de uma artéria cerebral e por rompimento da artéria em algum ponto da circulação do cérebro.

    É preciso ficar alerta aos sintomas, segundo Assef. No AVC, os sinais de reconhecimento são: perda completa ou parcial da força muscular em um lado do corpo, braço ou perna; perda da sensibilidade (dor, calor, frio) e formigamentos; paralisia de um lado do rosto (boca torta e sobrancelha caída); alterações da fala (enrolada , lenta e confusão de palavras); alteração da consciência, memória e confusão mental; alterações da visão; e dor de cabeça súbita e intensa.

    No caso do infarto, o sintoma clássico é uma dor no peito insuportável, irradiando para o pescoço, costas ou boca do estômago ou descendo para os braços acompanhada de transpiração excessiva, náuseas e vômitos. Em caso de um desses sintomas, é preciso procurar urgentemente um serviço de emer gência para receber o tratamento adequado.

    Assef reforça que a partir dos 35 anos é importante se consultar com um cardiologista anualmente. Se o paciente tiver casos de doenças cardíacas na família, a consulta deve ser feita ainda mais cedo, em média, a partir dos 30 anos.