Setembro Amarelo estimula diálogo sobre suicídio

Perdas financeiras, desemprego e decepções amorosas são algumas das situações que qualquer pessoa pode enfrentar ao longo da vida, porém, a maneira de lidar com elas varia e, em alguns casos, merece atenção redobrada. Mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio anualmente em todo o mundo, o equivalente a uma morte a cada 40 segundos, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O assunto é tão sério que em 2015 foi lançada a campanha ‘Setembro Amarelo’ pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), com objetivo de promover ações no país para conscientizar a população sobre formas de prevenção e estimular o diálogo e discussões sobre o tema.

Na Unimed Maringá os colaboradores receberão em breve uma capacitação sobre o assunto. Serão ofertadas palestras com especialistas tanto para profissionais da Psicologia como para os colaboradores que fazem atendimento ao público e demais setores. “Nosso objetivo é que todos saibam identificar e possam, de alguma forma, ajudar quem está em sofrimento, seja na família, no ambiente de trabalho ou em outros círculos sociais”, afirma a coordenadora do projeto, Viviane Colhado.

De acordo com a psicóloga da cooperativa, Josiane Constantinov, a maioria das pessoas com ideias suicidas apresenta pensamentos e intenções. Essas manifestações podem ser identificadas por meio de comportamentos que devem ser avaliados por profissionais devidamente qualificados. “Nosso papel, enquanto psicólogos, é reverter e resgatar a consciência sobre a importância da vida e cuidar da dor emocional das pessoas”, diz.

Para quem não é profissional da área da psicologia ou psiquiatria, as dicas para identificar o risco de suicídio em alguém próximo são ouvir atentamente com empatia, oferecer acolhimento sem julgar e orientar a pessoa a buscar ajuda profissional.