Setembro dourado promove conscientização sobre o câncer infantojuvenil

Criado para alertar profissionais da saúde, pais, educadores e a sociedade sobre a importância de se atentar aos sinais e sintomas relacionados ao câncer infantojuvenil, o Setembro Dourado quer contribuir com o diagnóstico e tratamento precoce, aumentando as chances de cura. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de que 12,5 mil novos casos de câncer pediátrico serão diagnosticados no Brasil, em 2018, com pico de incidência entre quatro e cinco anos.

A responsável técnica do Centro de Oncologia da Unimed Maringá, Alessandra Cristina de Oliveira Borges, cita que os tipos de câncer mais comuns na criança e no adolescente são leucemia, sistema nervoso central e linfoma. “Infelizmente, muitos pacientes ainda são encaminhados aos centros de tratamento com a doença em estado avançado”, lamenta.

Um dos motivos, de acordo com a oncologista e hematologista pediátrica, é o difícil diagnóstico, já que os sintomas do câncer infantojuvenil podem ser confundidos com outras doenças comuns da infância ou com processos fisiológicos do desenvolvimento do indivíduo. “A maioria desses sinais não é específica no início da doença, o que prejudica muito o diagnóstico precoce”, completa.

Por esse motivo, é fundamental que não só os pais, mas os pediatras estejam sempre atentos para suspeitar da doença, dedicando atenção especial à persistência de determinados sintomas. Entre os possíveis sinais estão febre prolongada e sem causa aparente, aparecimento de caroços em qualquer parte do corpo, dor de cabeça persistente associada a vômitos pela manhã, dor óssea ou nas articulações e palidez ou manchas roxas espontâneas.

Alessandra alerta também para o fato de que no Brasil, assim como nos países desenvolvidos, o câncer representa a primeira causa de óbito por doença entre crianças e adolescentes. Além disso, o câncer pediátrico, se comparado aos que acometem os adultos, tende a ser mais agressivo e invasivo, e cresce quase sempre rapidamente.

Apesar dessas características, a maioria das crianças e adolescentes responde melhor à quimioterapia do que os adultos. Outra boa notícia é que o Brasil registrou, nos últimos anos, um marcante aumento na taxa de sobrevida e cura das crianças e adolescentes com câncer. Aqui os resultados positivos obtidos na maioria dos tipos de tumores é similar aos de países desenvolvidos. “No Brasil, em média, entre 70 e 80% das crianças e adolescentes com câncer são curados”, comenta Alessandra.