Dia Nacional destaca Prevenção e Combate a Surdez

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 466 milhões de pessoas no mundo sofrem com problemas auditivos. Deste total, 34 milhões são crianças. A OMS estima que em 2030 o número de afetados pode alcançar 630 milhões. Para lembrar a importância do diagnóstico precoce e formas de prevenção, o dia 10 de novembro foi instituído o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Surdez.

De acordo com o otorrinolaringologista Luiz Alberto Mello e Costa, a surdez ou perda auditiva pode acontecer por vários fatores: pela degeneração das células auditivas, idade, exposição a sons intensos, alterações metabólicas e congênitas ou quando o indivíduo nasce com a perda auditiva. “Podemos evitar a perda da audição diminuindo a exposição a ruídos, isso quer dizer, por exemplo, diminuir o tempo com fones de ouvido com alta intensidade”, diz. O médico de
staca ainda a importância do uso de protetor auditivo para pessoas que trabalham em ambientes ruidosos.

A auxiliar de administração de contas médicas, da Unimed Maringá, Adalgisa Cardoso de Oliveira perdeu a audição aos 2 anos, após ter contraído rubéola. Ela conta que no início da adolescência sofria preconceito por não ouvir e falar em libras e que essa realidade só começou a mudar depois que a Língua Brasileira de Sinais foi reconhecida como segunda língua oficial do Brasil. “Mesmo sem ouvir, consigo falar e minha limitação não me impediu de seguir em fren
te. Conclui duas graduações, em Estética e Cosmética e Letras Libras, e fiz pós-graduação em Educação Especial, mas meu sonho ainda é fazer medicina e me tornar médica”, diz.

A dificuldade auditiva nas crianças pode ser identificada pelo atraso na fala, dificuldade na escola, aumento de volume de televisão, falta de atenção, e pedidos constantes para que as pessoas repitam palavras e frases. Segundo o otorrinolaringologista, os pais que observarem esses comportamentos devem procurar um especialista para avaliação auditiva “Hoje temos equipamentos que permitem a identificação de alterações até em recém-nascidos”, diz.