Médico alerta para consumo moderado de álcool no fim de ano

Fim de ano é tradicionalmente uma época de comemoração e alegria, mas também de exageros, tanto na comida quanto no álcool. Não raro, o consumo excessivo de bebida em festas e confraternizações vem acompanhado da famosa ressaca. A lista dos prejuízos relacionados a esses excessos é extensa, vai desde uma simples dor de cabeça a perda de reflexos e até danos mais graves, como o coma alcoólico.
O médico da Família e Comunidade da Unimed Maringá, Juliano Kazuo Yoshizawa, explica que o álcool pode agir sobre várias partes do corpo humano, porém os efeitos principais ocorrem no fígado e no cérebro. Os sintomas mais comuns são fala arrastada, sonolência, cansaço, irritabilidade, falta de apetite, desconforto intestinal e alterações no raciocínio, percepção e coordenação motora.
O excesso de álcool pode trazer danos ainda mais graves que podem até mesmo levar à morte. “O estado de coma alcoólico ocorre quando há uma intoxicação aguda pelo mesmo, ou seja, o fígado não consegue metabolizar todo o álcool ingerido e então ocorre um acúmulo excessivo no organismo, podendo chegar então ao estado de coma”, explica Yoshizawa.
O médico diz ainda que o problema maior não é misturar bebidas, e sim a quantidade total de álcool ingerida, independentemente do tipo, sejam elas fermentadas ou destiladas. Ele alerta que a tolerância ao álcool varia de pessoa para pessoa.
“Sabe-se que o organismo desenvolve ‘tolerância’ ao álcool, ou seja, quem bebe com frequência precisa de doses cada vez maiores para se obter o mesmo efeito. Portanto quem não tem costume de beber, tem maiores chances de ficar etilizado com facilidade”, diz o médico.