Curta-metragem sobre Arraiá do Zico Borghi terá seis apresentações gratuitas

Primeira manifestação cultural registrada como Patrimônio Imaterial de Maringá, a festa junina do seo Zico Borghi deu origem a um curta-metragem que será exibido em sessões com entrada gratuita. As sessões de ‘Arraiá do seu Zico Borghi: festa e tradição’ acontecem em fevereiro.
O Teatro Barracão foi escolhido para as duas primeiras exibições, nos dias 11 e 13, às 20 horas. No dia 20 a sessão será no Teatro Universitário de Maringá, da UEM, às 20 horas. Já no dia 21 a exibição será na Casa de Cultura Alcidio Regini, às 20 horas. A última exibição será no dia 27 no Centro das Artes e dos Esportes Unificados (CEU), de Iguatemi, às 14 horas. Uma sessão extra será realizada no dia 20, às 14 horas, mas é voltada apenas para alunos do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA) Professor Manoel Rodrigues da Silva.
Por meio de entrevistas com os principais atores da festa – o organizador Zico, 87, entre eles -, o audiovisual percorre o caminho da tradição originada nas décadas de 1950 e 1960 na Gleba Pinguim, uma das dez glebas demarcadas pela Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) quando da formação do município. Ativa participante das festas juninas na comunidade rural naquela época, quando os dias santos eram ‘guardados’ e ninguém trabalhava na roça, a família do patriarca Tranquilo Borghi frequentava as rezas e as comemorações nos sítios da vizinhança nos respectivos dias comemorativos – Santo Antônio, 13, São João, 24, e São Pedro, 29.
O então jovem Aníbal Agenor, o conhecido Zico, reavivou o espírito festivo da juventude em 1982, abrindo as porteiras do sítio Boa Esperança para os remanescentes do êxodo rural da década anterior. Readaptada para a nova realidade, desde então a festa junina do seo Zico comemora os três santos na véspera de São João, 23 de junho.
O passar do tempo consolidou a festa na comunidade rural, que viu aumentar a frequência de festeiros vindos da cidade. Tanto que nos anos 2000 o sítio ficou pequeno para comportar o número de visitantes. Foi o momento de buscar ajuda com a prefeitura, que cedeu as dependências do colégio João Gentilin para abrigar a festa, contribuindo também com recursos humanos, estruturais e financeiros para sua realização. O colégio também ficou pequeno e o arraial foi transferido para a capela Bom Jesus. Daí para o registro como patrimônio histórico imaterial foi um pulo.
Além de Zico Borghi o curta traz depoimentos do vizinho e genro Santo Barbiéri, do filho Marcos, da ex-secretária de Cultura Flor Duarte, da coordenadora do Laboratório de Religiões e Religiosidades da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Solange Ramos de Andrade, do historiador João Laércio Lopes Leal, a festeira Rô Fagundes e do padre Rogério Diesel, ex-titular da Paróquia Santa Rita de Cássia.
O projeto foi contemplado pelo Prêmio Aniceto Matti de Incentivo à Cultura, lei municipal no 9.160/2012. Incentivo da Prefeitura Municipal de Maringá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha técnica:
Arraiá do seo Zico Borghi: festa e tradição
Roteiro: Juliana Daibert
Direção, edição e imagens: Juares Alves
Produção: Paulo Alexandre Oliveira
Produção executiva: Felipe Halison
Edição: RPS Produtora
Duração: 30 minutos