Núcleo Setorial de Segurança Alimentar da ACIM orienta proprietários de cantinas sobre a Lei Cantina Saudável

Nesta quarta-feira (13), às 17 horas, o Núcleo Setorial de Segurança Alimentar (Aprovare) fará uma oficina com os proprietários de cantinas das escolas privadas de Maringá. O treinamento será realizado na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), e tem como objetivo esclarecer sobre a Lei Cantina Saudável e orientar acerca dos produtos que podem ser comercializados. O Aprovare conta com uma equipe de nove nutricionistas. 
        A Lei Cantina Saudável, que a Vigilância Sanitária do município começará a cobrar a partir deste ano, determina que os serviços de lanches e bebidas que atendem a educação básica deverão obedecer padrões de qualidade nutricional. Com isso, será proibida a comercialização de salgados fritos, pipocas e salgadinhos industrializados, balas, pirulitos, gomas de mascar, refrigerantes e sucos artificiais. 
        “Os cantineiros das escolas privadas da cidade foram convidados para a oficina e esperamos que todos compareçam. O treinamento consiste em explicar o que é a lei, como ela vai ser trabalhada – em conjunto com a Vigilância Sanitária e demais órgãos competentes – e os alimentos que não são permitidos”, explica a nutricionista Suelen Cadamuro, que faz parte do Aprovare. 
        Segundo ela, a Lei Cantina Saudável é uma questão de saúde pública. “O número de pessoas obesas aumentou significativamente no Brasil. Dados do Datasus são alarmantes em relação a obesidade infantil. Temos notícias de pessoas que infartaram aos 30 anos, por conta do que comem e estilo de vida”, ressalta Cadamuro. 
        De acordo com o diretor de Vigilância de Saúde do município, Eduardo Alcântara, a legislação já é antiga, mas a partir deste ano o município agirá de forma efetiva. “A lei estadual é de 2005 e a municipal é de 2014. Em conjunto com a ACIM, vamos mostrar aos proprietários das cantinas as alternativas para fornecer uma dieta saudável, sem comprometer a demanda que eles têm de comércio. Por enquanto, vamos priorizar as ações no ensino fundamental. O não cumprimento da lei representa uma infração sanitária, podendo o estabelecimento ser advertido ou multado, dependendo do caso”, declara.