Médica da Unimed Maringá dá dicas para prevenir meningite

Casos suspeitos e confirmados de meningite têm preocupado a população de Maringá e região. Nos meses de janeiro e fevereiro, a 15ª Regional de Saúde notificou 41 casos da doença nos 30 municípios do noroeste do Paraná, que resultaram em três mortes. Os óbitos foram registrados em Maringá, Astorga e Sarandi. 
        A meningite ocorre quando há inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem todo o sistema nervoso central. A doença pode ser provocada por bactérias, vírus e fungos. “Existem três formas da doença. A viral é a mais comum e menos agressiva. Já a bacteriana e a fúngica são mais agressivas e atingem principalmente pessoas com baixa imunidade, crianças e idosos”, explica a clínica geral Ana Maria Tolim Jacomelli Lourenço, do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), da Unimed Maringá. 
        A doença, ainda de acordo com a médica, é transmitida por via respiratória, por meio de gotículas de saliva expelidas na fala, espirro, tosse, beijo ou compartilhamento de objetos pessoais. 
        A médica explica que a melhor forma de prevenir a doença é manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações, lavar bem as mãos e fazer uso de álcool em gel. “Muito tem se falado sobre os tratamentos para meningite, mas o mais importante é destacar a prevenção. É por meio de medidas preventivas que podemos evitar a doença”, destaca a profissional da saúde. “Medidas simples de higiene pessoal, como lavar sempre as mãos, evitam não só a meningite como outras doenças”, completa, citando a Gripe A como exemplo. 
        Outra orientação importante é manter em dia a carteira de vacinação. “Normalmente a vacina, disponível nas redes de saúde pública e privada, é aplicada em crianças, porém, como há vários tipos, pode ser aplicada também em adolescentes”, diz a médica. 
        Os principais sintomas da meningite são febre alta repentina, dor de cabeça, rigidez de nuca, vômito e em alguns casos diarreia. Podem também aparecer manchas na pele quando se tratar de meningite meningogócica. “Em caso de identificação desses sintomas, é preciso procurar um médico para diagnóstico preciso e tratamento eficiente”, conclui