Cardiologista alerta sobre riscos da hipertensão arterial

Dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, uma doença altamente prevalente no mundo, sendo responsável por 7,1 milhões de mortes prematuras. Estima-se que, no Brasil, a hipertensão atinja 32,5% da população adulta, o que corresponde a cerca de 66 milhões de brasileiros. Além disso, é responsável por 40% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 25% dos infartos agudos do miocárdio.

Segundo o cardiologista cooperado da Unimed Maringá, Abdol Hakim Assef, a Hipertensão Arterial ou Pressão Alta ocorre quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando acima dos valores considerados normais que devem ser iguais ou menores a 120x80mmHg. “A pressão é considerada alta quando após medida por várias vezes seguidas, apresenta valores iguais ou superiores a 140x90mmHg considerando indivíduos a partir dos 18 anos”, diz.

A doença pode surgir em qualquer faixa etária, mas sua incidência aumenta com a idade, acometendo até 60% dos indivíduos acima dos 65 anos, porém, um dado chama a atenção: atualmente até 10% dos hipertensos são indivíduos com idade inferior a 25 anos. “O que ocorre é uma associação entre fatores genéticos e ambientais. Parentes diretos (pais e irmãos) que têm a doença aumentam muito a chance de passar essa condição para frente, além disso, o consumo exagerado de sal, abuso no consumo de álcool, obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo e uso de alguns medicamentos, estão associados ao aumento da pressão”, explica.

Trata-se de uma doença crônica, ou seja, não tem cura e deve acompanhar o indivíduo por toda a vida, mas é possível controlá-la com a adoção de hábitos de vida saudáveis e a utilização de medicamentos para impedir ou reduzir os riscos de complicações. “Quando há história familiar da doença é muito difícil impedir o seu surgimento, mas é possível retardar o início com adoção destas medidas antes de instituir o tratamento medicamentoso”.

Os sintomas mais comuns são: tontura, falta de ar, palpitação, enjoos e vômitos, dor de cabeça frequente, formigamentos, dor no peito, cansaço inexplicável, alterações na visão, alterações do sono e sangramento nasal. O médico alerta, porém, que 30 a 40% dos pacientes não apresentam nenhum sintoma. “A descoberta acaba acontecendo em medidas casuais da pressão arterial ou quando o paciente procura serviço médico em decorrências das complicações causadas pela hipertensão”.

Se a doença não for tratada, a qualidade e a expectativa de vida do indivíduo poderão ser comprometidas. As maiores complicações estão relacionadas: ao coração, com risco de infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca; ao cérebro, com a possibilidade de acidente vascular cerebral, o popular derrame; aos rins, com quadro de insuficiência renal; aos olhos, com alterações da visão; e as artérias, com risco de entupimentos ou rompimentos.

Quem sofre com a doença deve associar o uso de medicamentos de uso diário e contínuo com mudança de estilo de vida, que incluem: redução de peso, consumo de alimentos saudáveis, restringir o consumo de sal e álcool, prática regular de atividade física, e adoção de medidas de redução de estresse. Além disso, todo hipertenso deve realizar acompanhamento regular com um cardiologista ao menos duas vezes ao ano.