Gêmeas da Natação conquistam cinco medalhas nos Jogos Parapan-Americanos

As nadadoras paralímpicas maringaenses Débora e Beatriz Borges Carneiro encerraram a participação nos Jogos Parapan-Americanos, que aconteceu em Lima, no Peru, com cinco medalhas: duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. A primeira grande conquista das irmãs aconteceu de cara, na primeira prova, os 100 metros peito, que é a especialidade da dupla. Débora ficou com o lugar mais alto do pódio, seguida por Beatriz, que ficou com o segundo lugar. Nos 200 metros medley mais um show na piscina. O pai das atletas, Eraldo Volpato Carneiro, que as acompanha e incentiva desde a primeira competição em 2013, disse que nunca as viu tão determinadas para a vitória. “Conversamos muito antes da competição e vi nos olhos delas o quanto estavam focadas”, diz. O resultado não poderia ser diferente: mais uma dobradinha das irmãs, com direito ao pódio verde e amarelo. Beatriz ficou com o ouro, seguida da irmã Débora, que ficou com a prata, e em terceiro lugar mais uma brasileira: Ana K. Soares Oliveira.

A dupla, que esbanjou alegria durante os dias de competição, ainda disputou os 200 metros livre, prova que garantiu o bronze para Beatriz. Débora chegou logo atrás e ficou com o quarto lugar. Nos 100 metros borboleta não teve medalha, mas uma conquista expressiva para Débora, que baixou em quase seis segundos a marca pessoal. “Ela foi fantástica. Baixar a marca pessoal dessa forma praticamente ninguém faz no mundo da natação. Foi impressionante”, diz o pai, orgulhoso.

Do Peru, as meninas seguiram para Londres, na Inglaterra, onde vão participar do Campeonato Mundial de Natação Paralímpica. Elas só retornam para Maringá em 17 de setembro.

Sobre as paratletas

Patrocinadas pela Unimed Maringá e treinadas pelo professor André Yamazaki Pereira, que acompanhou as duas na competição, as irmãs têm se destacado em competições no Brasil e no mundo. Elas competem pela UMPM (União Metropolitana Paradesportiva de Maringá) e treinam com a equipe da APAN Maringá (Associação de Pais e Atletas da Natação).

Antes da competição no Peru, elas ocupavam a quarta e a sétima posição do ranking mundial na prova de 100 metros peito. Com o desempenho no Parapan, as atletas deverão subir de posição e ficar entre as cinco primeiras. Além disso, estão no topo do ranking das Américas na categoria S14 – que engloba competidores com deficiência intelectual.