Construção civil prevê ritmo acelerado neste ano

Depois de um ano de restruturação e retomada do crescimento, o setor da construção civil deve acelerar o ritmo em 2020. As vendas fechadas em 2019 reduziram os estoques de imóveis à venda e abriram espaço para lançamentos neste ano, permitindo assim que as construtoras também aumentem as contratações.

“O setor vive um momento de extremo otimismo dada a retomada de investimentos na economia interna, muito disso em virtude do momento econômico que o país vive após a aprovação de reformas e a sinalização de outras que são tão importantes para destravar a economia. Dentro deste contexto, a construção civil deve ganhar muita visibilidade, seja por conta das contratações como pela opção de investimento”, afirma o presidente do Sinduscon/PR-Noroeste, Rogério Yabiku.

Essa euforia também é compartilhada pelas construturas. “O ano de 2019 foi de mudanças no cenário nacional, com impacto nas vendas da construção. Também houve uma expectativa grande em relação às mudanças no cenário econômico nacional, mas elas vieram muito lentas e tímidas. Já 2020 podemos esperar por melhoras”, opina o gerente da A. Yoshii em Maringá, Márcio Capristo.

A avaliação é semelhante ao do gerente regional da Plaenge em Maringá, Leonardo Ramos Fabian. Ele diz que houve uma melhora na produtividade, porém, a pressão dos custos aumentou, apertando as margens e dificultando o mercado imobiliário. “O ano passado foi de bastante trabalho, mais focado em organizar as equipes e desenvolver novos projetos do que efetivamente colher os resultados. Acreditamos que 2020 será um ano promissor para o mercado imobiliário porque a economia do país tem mostrado sinais de recuperação”, avalia Fabian.

Parte do otimismo dos três vem da taxa de juros, que atingiu o menor valor histórico, “o que impacta muito no volume e nas condições do financiamento de imóveis”, segundo Fabian. “As taxas de juros estão em seu melhor patamar em muitos anos, o que deve facilitar as vendas de imóveis e permitir a migração de especuladores para a economia real”, completa Capristo.

O presidente do Sinduscon/PR-Noroeste destaca ainda que com a taxa Selic de 4,5% não existe investimento melhor do que o imóvel. “O imóvel é o investimento mais seguro. Além de acompanhar a inflação, tem a valorização, sem contar que é um bem material”.

Lançamentos

Mesmo com as dificuldades de 2019, as duas construtoras lançaram empreendimentos e têm previsão de lançamentos para 2020. Em Maringá, a Plaenge iniciou a construção do Almond, empreendimento com apartamentos de 137 a 146 metros de área privativa, localizado na Zona 3. Já o grupo Plaenge lançou 20 empreendimentos no ano passado. “Para 2020 estamos com a previsão de lançar três empreendimentos em Maringá no segmento de alto padrão”, conta Fabian.

A A.Yoshii lançou dois empreendimentos na cidade no ano passado. Um deles, o primeiro da construtora com um apartamento por andar, localizado ao lado do Parque do Ingá, está com 90% das unidades vendidas. O outro, com três quartos, erguido na avenida Guedner, está sendo revitalizado.

“Neste ano pretendemos continuar lançando, desde que o mercado corresponda. Temos terrenos próximos ao Parque do Ingá sendo preparados para 2020. Também vamos continuar investindo na região da avenida Guedner, que está ficando charmosa e atraente”, adianta Capristo. Há ofertas de apartamentos de 83 a 382 metros quadrados.