Projeto do viaduto do Catuaí deverá ser readequado

Reunião com secretário de infraestrutura

Numa reunião realizada nesta sexta-feira (dia 14), em Maringá, autoridades locais e governo do estado decidiram que o projeto do viaduto do shopping Catuaí deverá ser readequado – a obra tinha sido anunciada no ano passado. Participaram do encontro o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, o prefeito de Maringá, Ulisses Maia, o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), José Roberto Mattos, secretários municipais, empresários, entre outros.

O projeto do viaduto, desenvolvido por uma concessionária de rodovias, não priorizou a mobilidade da via de maior fluxo de veículos, que é a BR-376 (avenida Colombo), que recebe uma média diária de 20 mil veículos. A prioridade do fluxo foi a PR-317 (aeroporto x bairro), que teria passagem livre por baixo do viaduto, enquanto os veículos que trafegam pela via de maior movimento teriam que parar na rotatória. “Os técnicos do governo recomendam a inversão do projeto, priorizando o fluxo da BR-376. Da forma como está, a obra não vai atender a cidade”, comentou Alex. “Não vamos aceitar uma obra que não resolve nosso problema”, reiterou Ulisses Maia.

Alex destacou que mesmo que a licitação seja cancelada, o governo do estado assumiu o compromisso de executar a obra depois que o novo projeto estiver pronto. A readequação, pelo governo do estado, levaria um ano. Uma das sugestões é que empresários e entidades custeiem a readequação para agilizar o processo. Mas antes de assumir esse compromisso, empresários e entidades levantarão o custo.

Ainda durante o Fórum Empresarial de Infraestrutura e Logística do Paraná, realizado na Unicesumar, o secretário Sandro Alex destacou que assim que a readequação do projeto da duplicação dos 20 quilômetros da rodovia PR-317 entre Maringá e Iguaraçu estiver pronta, a obra será licitada. “Os recursos já estão garantidos”, confirmou o secretário. O projeto foi custeado pela iniciativa privada, por meio da ACIM, e entregue ao governo do estado. Agora está sendo feita uma readequação que ficará pronta em março. No total, a iniciativa privada desembolsou R$ 600 mil.

Durante o fórum empresarial foram apresentados ainda projetos da Ferroeste, pelo presidente do órgão, André Luiz Gonçalves, que destacou a importância da mudança de matriz logística do Paraná. A estimativa é que em 2030 circulem pelas estradas, rodovias e dutoviários paranaenses 83 milhões de toneladas, sendo que hoje são 53 milhões. Para escoar essa produção serão necessários investimentos pesados em ferrovias. “Será o maior desafio ferroviário do Brasil”, destacou Gonçalves. Também foram apresentados números e investimentos dos portos, pelo diretor de operações dos portos do Paraná, Luiz Teixeira Silva Júnior, e detalhes de projetos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), pelo diretor-geral, Fernando Furiatti Saboia.